VÍDEO-PERFORMANCE

LINHAS DE FUGA (2017)

*Frames do vídeo

 

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O QUE A BOCA JÁ NÃO PODE ENGOLIR (2016)

Investigação sobre performatividade, grotesco e política.
A boca assume o papel mais importante no corpo grotesco, uma vez que ela devora o mundo, espécie de abismo corpóreo escancarado e deglutidor. A imagem da absorção e da deglutição, imagem ambivalente muito antiga da morte e da destruição, está ligada à grande boca escancarada, uma das imagens centrais, cruciais, da bufonaria e da festa popular. Bakhtin desenvolve o conceito de realismo grotesco, sistema imagético segundo o qual: “[…] o princípio material e corporal aparece sob a forma universal, festiva e utópica. […] Por isso o elemento corporal é tão magnífico, exagerado e infinito. Esse exagero tem um caráter positivo e afirmativo.” (BAKHTIN, 2010, p. 17. Grifos do autor). O excesso grotesco carrega em si dinâmicas de afirmação de intensidades, quando a corporeidade é capaz de operar com indefinições e instabilidades.
Referência:
BAKHTIN, Mikhail M. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais (trad. Yara Frateschi Vieira). São Paulo: Hucitec, Ed. da Univ. de Brasília, 2010.

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